Sei também que detesto pensar na MINHA morte, tudo bem tenho embasamento teórico para entender que é algo natural ao meu ser sentir-se desconfortável com a consciência de sua finitude. Mas e daí vou ficar adiando pensar nisso porque meu íntimo é egoísta, se sempre que eu me deparar com algo doloroso eu fugir do problema vou ter que sair da academia.
Estou tentando mudar esse meu comportamento, pensemos nas nossas finitudes, mas por outro lado surge outro problema, é finito mesmo?
Porque pensando melhor a humanidade tem idéias mirabolantes sobre o pós-morte, céu e inferno, reencarnação, planos superiores, FIM, ai ai é demais pra mim.
Empaquei, meu íntimo está inquieto novamente.
Tentemos por outro ângulo, tenho coisas para fazer antes de morrer (quem não?), quero casar, conhecer o japão, ter dois filhos, correr uma maratona, escrever um livro, ver feios no cinema, ir na formatura das minhas primas, ter netos, ler um milhão de livros, ir ao show de Muse em Recife,..., acho que nunca estarei pronta para morrer.
Ainda tem aquele sentimento de culpa que me invade sempre que penso na morte, a ideia de me deparar com Jesus e acertar minhas contas. Não oro o suficiente, não sou boa o suficiente, não vou a igreja o suficiente, não amo os meus irmãos o suficiente, odeio algumas pessoas, minto, faça algumas coisas quando não devia,..., definitivamente não estou preparada para morrer agora, mas essas coisas eu posso começar a mudar AGORA, quem sabe assim ao menos esse sentimento libera meu ser de um peso.
Pior ainda é pensar na morte de quem amamos, familiares, amores, amigos, filhotes, ai tá bom chega de morte.
Quem sabe um dia vou conseguir pensar e falar na morte numa boa, até lá vou tentar fazer algumas coisas com uma certa urgência, afinal só Deus sabe quando serei cobrada por.
P.S.: Se alguém souber como facilitar essa resolução aguardo contato
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